Nem toda a fonte pesa o mesmo
Quando duas fontes se contradizem, não decidimos ao acaso qual delas fica no texto. Há uma ordem:
Primeiro vêm as orientações clínicas — normas da Direção-Geral da Saúde, recomendações da OMS ou do ECDC — porque são o ponto de referência para diagnóstico e tratamento de uma parasitose real. Logo a seguir, as revisões sistemáticas e meta-análises publicadas em bases como a Cochrane ou o PubMed, que juntam muitos estudos individuais e por isso pesam mais do que um único ensaio isolado. Depois, os reguladores — INFARMED para medicamentos, EFSA para alegações de saúde em alimentos e suplementos — que definem o que pode e não pode ser dito sobre um produto. Só a seguir vêm os folhetos informativos oficiais, úteis sobretudo para dose e contraindicação concreta, e as lojas e farmácias portuguesas, para preço observável. No fundo da lista ficam fontes secundárias — artigos de terceiros, blogs de saúde — que usamos apenas para confirmar algo que já vem de mais acima, nunca como base isolada de uma afirmação.
Um artigo popular na internet, por mais partilhado que seja, não substitui uma revisão Cochrane só porque o número que apresenta soa mais convincente.